SÃO PIO DE PIETRELCINA

 


 CAMINHANDO COM SÃO PIO

 

Para caminhar com São Pio precisa-se conhecer a vida e obra do Padre Pio.

Nesta edição vamos continuar conhecendo um pouco mais sobre a sua biografia e sua história.

Os Dons extraordinários:

Discernimento extraordinário: É a capacidade de ler os corações e as consciências dos penitentes. 
Profecia: Pode anunciar eventos do futuro. 
Curas: Curas milagrosas pelo poder da oração. 
Bilocação: Estar em dois lugares ao mesmo tempo. 
Perfume: O sangue de seus estigmas tinha fragrância de flores. 
Ierognosia: Padre Pio tinha poderes para  reconhecer se um homem era um Padre e se os objetos que lhe apresentavam já tinham sido abençoados. 
Estigmas: Recebeu os estigmas no dia 20 de setembro, 1918 e os levou até sua morte 50 anos depois (23 de setembro, 1968).
Os médicos que observaram os estigmas do padre Pio não puderam fazer cicatrizar suas chagas nem dar explicação delas. Calcularam que perdia um copo de sangue diário, mas suas chagas nunca se infectaram. 
O padre Pio dizia que eram um presente de Deus e uma oportunidade para lutar, para ser mais e mais como Jesus Cristo Crucificado.

 O Ingresso no Noviciado de Morcone.

Padre Pio sempre caminhou retamente, não se permitindo luxos nem nada que lhe pudesse desviar de sua relação com Jesus.

Aos 16 anos de idade, Francisco havia adiantado o suficiente para entrar ao seminário; seria frade capuchinho. Ingressou na Ordem Franciscana de Morcone no dia 6 de janeiro de 1903. 
         
Além da dor de separar-se da família e de seu vilarejo, não desistiu do sonho de entrar para o noviciado mesmo diante da luta interior: teve uma “visão espiritual” através da qual compreendeu que sua vida religiosa seria marcada pela luta com aquele gigante; tanto que ficou claro este ser o único passo da grande missão para a qual Deus o chamava.
Quinze dias depois de sua entrada, no dia 22 de janeiro de 1903, Francisco recebeu o hábito franciscano que está feito em forma de uma cruz e percebeu que desde esse momento sua vida estaria "crucificada em Cristo", tomou Além disso, por nome religioso, Frei Pio de Pietrelcina em honra a São Pio V. A Fraternidade Capuchinha na qual ingressou era uma das mais austeras da Ordem Franciscana e uma das mais fiéis a regra original de São Francisco de Assis.

O início da vida religiosa do Padre Pio não foi brilhante. Excelente no comportamento, assim como na obediência, na jovialidade e no companheirismo, porém, frequentemente estava doente e seus sintomas sempre tinham aspectos estranhos. No geral, era mais eficiente do que mais brilhante. E seus companheiros recordavam que ele, quando era interrogado, sabia sempre a ligação. Mas testemunharam também que ninguém, nunca, o viu estudar.

Também durante os anos de teologia, quem entrasse em sua cela surpreendia-o em oração. Não é que se recusasse a estudar; mas apenas abria o livro e rapidamente sentia-se absorto, pensando em Deus, pensando que era constante.

É inútil procurar outro motivo: Padre Pio viveu pela oração; a oração era seu ar, sua vida. Já antes de entrar no convento estava sempre absorto em Deus, e assim continuou a ser, mesmo falando com as pessoas ou fazendo outras coisas também, sem se distrair.
O jejum e a penitencia eram práticas habituais. 
O frade Pio abraçou todas as formas de auto privação, comendo sempre muito pouco, em uma ocasião se alimentou unicamente da Eucaristia por 20 dias e ainda que fraco fisicamente se apresentava nas aulas com declarada alegria.

"Sou imensamente feliz quando sofro, e se consentisse os impulsos de meu coração, lhe pediria a que Jesus me desse todo o Sofrimento dos homens”.

Com o passar dos anos, os distúrbios de saúde foram se agravando tanto que os médicos, percebendo serem inúteis os diversos tratamentos, decidiram que o frei fosse mandado a Pietrelcina, acreditando que sua saúde sofreria melhoras na terra natal. Não havia dúvida que o ar de seu vilarejo lhe faria bem, mas também constatou-se um estranho sintoma, que ninguém jamais explicou e que foi um verdadeiro quebra-cabeça, mesmo para o Padre Pio e para seus superiores.

A situação estava assim: em Pietrelcina, Padre Pio, devido à debilidade de saúde, não podia comer qualquer coisa e se sustentar; assim como estava antes, parecia que seu estômago rejeitava qualquer alimento, vomitava tudo, não podia deter nem mesmo uma colher de água; por isso os superiores sentiram-se obrigados a mandá-lo de volta à sua terra natal (Benevento); com dificuldades ia se colocando de pé, enquanto o distúrbio cessava (lentamente)